Sintomas de ansiedade no corpo: como aparecem na mulher

Clínica Espaço Único · CRP 09/021716

Mulher olhando para um espelho de mão

Você acorda no meio da noite com o coração acelerado. O peito parece apertado, as mãos estão geladas e a respiração não vem por inteiro. Não aconteceu nada, não há um motivo claro, e a pergunta aparece na hora: o que é isso, será que estou doente?

Para muitas mulheres, a ansiedade aparece primeiro no corpo, antes dos pensamentos. Por isso, é comum passar muito tempo sem saber o que está acontecendo.

Por que a ansiedade aparece no corpo

Quando a mente interpreta que existe uma ameaça, o corpo se prepara para reagir, mesmo que o perigo não seja real. O coração bate mais rápido, a respiração acelera, os músculos se contraem e a digestão desacelera. É o mesmo mecanismo que nos protege em uma situação de risco de verdade, só que disparado em momentos em que não precisaria.

Se isso se repete, o corpo fica em alerta quase o tempo todo, e os sintomas aparecem com mais frequência.

O que a mulher costuma sentir

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas costumam se concentrar em algumas regiões do corpo.

No peito e na respiração, aparecem as palpitações, o aperto no peito e a sensação de falta de ar, como se fosse preciso respirar mais fundo do que o corpo consegue. Na garganta e na barriga, é comum o nó na garganta, o enjoo, a dor de barriga e a mudança no intestino.

Nos músculos, a tensão se acumula no pescoço e nos ombros, a mandíbula fica travada, as mãos tremem e a dor de cabeça se repete. E há também os sinais que mexem com a energia e com o sono: dificuldade para dormir, cansaço que não passa, tontura e formigamento nas mãos e nos pés.

O corpo da mulher e o que pesa na ansiedade

Ao longo da vida, o corpo da mulher passa por fases de mudança hormonal: antes e durante a menstruação, na gestação, no pós-parto e na menopausa. Os hormônios podem influenciar o humor e a forma como o corpo reage ao estresse, e por isso a ansiedade pode aparecer ou ficar mais sentida em alguns desses momentos.

A rotina também pesa. O trabalho de cuidado ainda recai majoritariamente sobre as mulheres, que muitas vezes acumulam trabalho, casa, filhos e a responsabilidade de cuidar de todo mundo. Isso mantém o corpo em alerta por mais tempo, sem pausa para se recuperar.

Antes de concluir que é ansiedade

Como os hormônios podem estar envolvidos, e os mesmos sintomas também aparecem em problemas no coração, na tireoide e na anemia, o ponto de partida é uma consulta médica, com exames. É o médico quem verifica a parte física e descarta, entre outras possibilidades, alterações hormonais. Só depois disso é seguro dizer que os sintomas têm relação com a ansiedade.

Se os exames estiverem normais e os sintomas continuarem, vale olhar para o lado emocional.

Quando a ansiedade vira um problema

Sentir ansiedade de vez em quando é normal, e faz parte de enfrentar situações difíceis. O que merece atenção é quando os sintomas duram semanas, aparecem com frequência, atrapalham o sono, o trabalho ou as relações, ou fazem a pessoa evitar lugares e situações por medo de sentir tudo de novo.

O que pode ajudar no momento

Quando o corpo dispara, algumas atitudes simples ajudam a baixar o alerta. Respirar devagar, soltando o ar mais lentamente do que se puxa, ajuda a desacelerar o coração. Perceber onde o corpo está tenso e relaxar aquela região, apoiar os pés no chão e prestar atenção no que está ao redor também trazem a atenção de volta ao momento presente.

Reduzir a cafeína e movimentar o corpo ao longo do dia ajudam a diminuir a tensão que se acumula. Esses recursos ajudam no momento, mas não substituem o acompanhamento quando os sintomas são frequentes.

Quando procurar uma psicóloga

Se a parte física foi verificada e os sintomas seguem se repetindo, conversar com uma psicóloga ajuda. Procurar uma psicóloga não quer dizer que você não está dando conta. Ela ajuda a entender o que está acontecendo e a lidar com isso.

Na Clínica Espaço Único, o atendimento é feito em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma abordagem que ajuda a entender como pensamentos, emoções e comportamentos se influenciam. A primeira sessão é uma conversa detalhada, para a psicóloga conhecer a sua história e o que trouxe você até ali. O atendimento é presencial, no Setor Bueno, em Goiânia, ou online. Quando necessário, indicamos também o acompanhamento com psiquiatra.

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