Como ajudar um adolescente com ansiedade: o que fazer e o que evitar

Clínica Espaço Único · CRP 09/021716

Adolescente estudando com livros e materiais escolares sobre a mesa

Seu filho acorda com dor de barriga e diz que não consegue ir à escola. Responde mal por qualquer coisa, fica horas trancado no quarto, e a conversa que você tenta começar acaba em briga. Você sabe que tem algo errado e não sabe o que fazer. Tem medo de falar a coisa errada e piorar.

Como a ansiedade aparece no adolescente

Raramente aparece como “estou nervoso”. No adolescente costuma vir em outras formas: irritação, dor de barriga ou de cabeça sem explicação, recusa de ir à escola, exigir demais de si mesmo nas tarefas, deixar tudo para a última hora, dormir mal, querer ficar sozinho.

Muito disso também é típico da idade. Para separar, vale olhar quanto tempo dura e quanto atrapalha. Se já passaram semanas, se o comportamento é forte e começa a pesar na escola, nas amizades ou em casa, merece atenção.

Ansiedade e tristeza também podem aparecer juntas. O adolescente se preocupa o tempo todo e, ao mesmo tempo, perde a vontade de fazer o que gostava. Você não precisa saber qual é qual. Basta perceber que ele está sofrendo.

Por que aparece nessa fase

Na adolescência tudo muda ao mesmo tempo: o corpo, a cobrança da escola, o peso das amizades, a pressão para escolher o que vai fazer da vida. As redes sociais mostram a vida dos outros quase sempre no melhor momento, e é fácil se comparar e achar que está ficando para trás. Ninguém causou isso de propósito. O adolescente está aprendendo a lidar com coisas que antes não existiam para ele.

O que fazer

Comece conversando sem pressão. Escolha uma hora tranquila, longe de qualquer discussão, e faça uma pergunta aberta: “Tenho notado que você anda mais cansado. Quer me contar como está?”. Escute até o fim antes de dar conselho, e reconheça o que ele sente.

Além disso, o cuidado com o horário de dormir, com o uso de telas à noite, com as refeições e com algum movimento durante o dia também ajuda. E incentive passos pequenos. Quando a ansiedade manda evitar tudo, o medo só cresce. Enfrentar aos poucos uma situação, com alguém por perto, costuma funcionar melhor do que adiar.

O que evitar

Falar que é “frescura” ou que “tem gente com problema maior” faz o adolescente parar de contar. Comparar com irmão ou colega o faz sentir que não dá conta. Mandar “se acalmar” no meio da crise quase nunca funciona.

Evite também os extremos: resolver tudo no lugar dele ou deixar que fuja de todas as situações difíceis.

Antes de concluir que é ansiedade

Dor de barriga, dor de cabeça, cansaço e sono ruim também podem ter causa física. Leve seu filho ao pediatra ou a um médico antes. Se não houver nada físico, o acompanhamento psicológico pode contribuir.

Quando procurar uma psicóloga

Se os sinais duram semanas e atrapalham a vida dele, uma psicóloga ajuda a entender o que está acontecendo e a orientar a família. Procurar ajuda não quer dizer que algo está errado com ele.

A adesão do adolescente pesa muito no processo. Convide seu filho a experimentar, sem cobrança, sem apresentar a terapia como castigo ou como sinal de que algo está errado com ele. Converse com calma, diga por que você acha que pode ajudar e mostre interesse pelo que ele sente, sem pressionar. Na conversa inicial com os responsáveis, a psicóloga ajuda a pensar em como propor isso a ele.

Como funciona na Clínica Espaço Único

O primeiro contato é feito pelo responsável, por mensagem, seguindo a orientação do Conselho de Psicologia. Nossa equipe encaminha para a psicóloga mais adequada e combina dia e horário.

A anamnese tem dois momentos: uma sessão com o responsável, em que também ouvimos o que a família espera do processo, e outra com o adolescente, na ordem que for melhor para a família.

O que o adolescente conta nas sessões é sigiloso. Como ele é menor de idade, o que a família precisa cuidar é compartilhado com os responsáveis, com cuidado. Assim ele pode falar com liberdade, e os pais ficam sabendo o necessário para apoiar.

O atendimento é presencial, no Setor Bueno, em Goiânia, ou online. Quando necessário, indicamos também o acompanhamento com psiquiatra.

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Se você ficou com dúvidas sobre o que está acontecendo com seu filho, fale com a nossa equipe por mensagem. Mande quando quiser, e respondemos o mais rápido possível. Conheça também a página de Terapia para Adolescentes.

Este texto é informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

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