O que é TDAH em crianças: sinais, idade e quando fazer uma avaliação

Clínica Espaço Único · CRP 09/021716

Consultório da Clínica Espaço Único

A professora manda um recado: seu filho não termina as atividades, levanta toda hora e parece estar sempre em outro lugar. Em casa, a lição leva duas horas, a mochila volta sem metade do material e ele não para quieto. Você começa a se perguntar se isso é TDAH.

O que é TDAH

TDAH é a sigla de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. É um transtorno do neurodesenvolvimento, que aparece na infância e envolve dificuldade para manter a atenção, para controlar impulsos e, em alguns casos, para ficar parado. Não é falta de educação nem preguiça.

Como ele aparece

Em algumas crianças, o que mais chama atenção é a desatenção. Elas se distraem com facilidade, perdem as coisas, esquecem o que foi pedido, demoram para começar uma tarefa e não chegam ao fim, e muitas vezes parecem não ouvir quando alguém fala com elas.

Em outras, predomina a agitação e a impulsividade. Elas não param quietas, falam demais, interrompem os outros, têm dificuldade para esperar a vez e agem antes de pensar. Também há crianças que têm os dois jeitos ao mesmo tempo.

Em cada idade

Nos pequenos, de 3 a 5 anos, é difícil separar o TDAH do comportamento esperado para a idade, porque toda criança nessa fase é agitada e se distrai com facilidade. O que chama atenção é a intensidade e o fato de acontecer em vários lugares, e não só em casa ou só na escola.

A partir dos 6 anos, com a entrada na rotina escolar, os sinais ficam mais visíveis: a lição que não termina, o caderno incompleto, o material esquecido, a dificuldade de seguir instruções com vários passos. Por volta dos 10 anos, a escola passa a cobrar mais organização e autonomia, e a dificuldade de planejar e de manter o foco costuma aparecer com mais força.

O que pode parecer TDAH e não é

Sono ruim, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, problemas de visão ou de audição e mudanças recentes em casa ou na escola podem causar desatenção e agitação parecidas. Por isso, ninguém chega a um diagnóstico olhando apenas para o comportamento da criança.

Como se chega ao diagnóstico

O diagnóstico é feito por um profissional de saúde, a partir de uma conversa com a família, do histórico da criança, da observação e das informações da escola. A avaliação neuropsicológica pode ajudar, porque investiga como funcionam a atenção, a memória e o raciocínio e orienta o que fazer a partir daí. O médico orienta o tratamento que for necessário.

Quando fazer a avaliação neuropsicológica

A avaliação é indicada quando um profissional, como a psicóloga, o psiquiatra ou o pediatra, sugere investigar melhor, ou quando a família e a escola percebem dificuldades fortes de atenção e concentração.

Nem sempre ela é necessária. Em muitos casos, o que a criança precisa é de terapia. Por isso, a neuropsicóloga entende primeiro a demanda e só depois confirma se a avaliação faz sentido.

Como funciona na Clínica Espaço Único

A avaliação é feita por uma neuropsicóloga da clínica, com formação específica em neuropsicologia. Você, como responsável, entra em contato por mensagem, e nossa equipe orienta como começar.

São realizadas sessões de entrevista e testagem. A criança não precisa estudar nem se preparar, porque o objetivo dos testes é mapear o funcionamento natural do cérebro. Depois das sessões, a neuropsicóloga dedica horas fora do consultório à correção dos testes e ao estudo do caso, e prepara o laudo. Ele é entregue em uma sessão devolutiva, em até 15 dias úteis após o último atendimento, e explica o funcionamento da criança e orienta médicos, terapeutas e escola.

O atendimento é presencial, no Setor Bueno, em Goiânia. A clínica avalia crianças a partir de 7 ou 8 anos. Para crianças menores, a avaliação depende da queixa e da análise da neuropsicóloga, ou de um encaminhamento de outro profissional.

Enquanto isso, em casa

Converse com a escola para saber como a criança se comporta lá, e mantenha uma rotina com horários regulares de sono e de tarefas. Evite chamá-la de “bagunceira” ou de “desatenta”, porque o rótulo pesa. Evite também punir pelo que ela ainda não consegue controlar, e reconheça o que ela faz bem.

Quer conversar com a nossa equipe?

Se você ficou com dúvidas sobre o que está acontecendo com seu filho, fale com a nossa equipe por mensagem. Mande quando quiser, e respondemos o mais rápido possível. Conheça também a página de Avaliação Neuropsicológica em Goiânia.

Este texto é informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

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